Policial penal réu por matar homem em casa de jogos de azar é demitido
- Caserna Digital

- 13 de mar.
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Por Clara Mariz - Crime aconteceu em junho de 2024, no Bairro Copacabana, em BH; policial ainda não foi julgado pela justiça e trabalhava até o início de fevereiro

O policial penal acusado de matar um homem em uma loja de jogos de azar, no bairro Copacabana, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, foi demitido. A publicação da exoneração foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais em 21 de fevereiro, um ano e oito meses depois que o crime foi cometido, em junho de 2024. O julgamento do caso ainda está em andamento. A vítima, de 24 anos, foi alvejada e morreu no local.
Segundo o decreto, assinado pelo secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, o servidor, mesmo depois do homicídio, ainda trabalhava na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de BH. A demissão foi resultado de um Processo Administrativo Disciplinar instaurado pela pasta, na época. O crime aconteceu na noite de 28 de junho de 2024. O réu se apresentou à polícia quatro dias depois, mas não foi preso.
Imagens de câmeras de vigilância do estabelecimento registraram o momento que o policial disparou contra a vítima. De acordo com o boletim de ocorrência, a filha do, então, servidor, de 17 anos, teria sido o motivo da “discussão fatal” entre os homens.
A família se irritou com o fato da menina estar sendo assediada pela vítima, que fazia ligações convidando-a para um encontro. A mãe da adolescente, momentos antes do crime, ligou para o rapaz para tirar satisfação sobre o suposto assédio, e a discussão levou a troca de insultos.
O registro policial menciona, ainda, que a mulher foi desrespeitada. Essa desavença teria sido a motivação do ataque armado pelo policial penal contra a vítima, que trabalhava com a manutenção de máquinas caça-níqueis. No local do crime, os militares ainda apreenderam 16 máquinas de jogos de azar.
Ameaça de estupro
Na época, em entrevista a O Tempo, a advogada do acusado Kênia Ferreira, afirmou que a filha do policial afirmou que a vítima teria enviado propostas de sexo a três desde maio. Além disso, segundo a defensora, ao receber negativas o homem ficou nervoso e ameaçou estuprá-la.
“Uma dessas propostas teria sido feita pessoalmente por ele (vítima), e na recusa dela, ele fica nervoso e diz que ‘a sorte dela é que ele estava com a Ana (amiga da adolescente) e que se ele não estivesse, ele iria fazê-la querer’, insinuando uma possível relação sexual forçada”, relatou Kênia.
Ainda conforme a advogada, logo após o homicídio a família do policial recebeu ameaças pelas redes sociais. Ela contou que um perfil chegou a publicar uma oferta de recompensa para quem tivesse informações sobre o paradeiro do, então, agente penitenciário.



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