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Ondas de areia dourada

Acordo engana: segurança pública não ganha aumento real e recebe apenas ajuste pontual

  • Foto do escritor: Caserna Digital
    Caserna Digital
  • 27 de mar.
  • 2 min de leitura

O projeto de reajuste salarial dos servidores estaduais, em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), manteve o índice linear de 5,4% para todo o funcionalismo, incluindo os profissionais da segurança pública, sem qualquer diferenciação específica para o setor.

Apesar de acordo firmado durante a tramitação, a análise do texto aprovado mostra que não houve concessão de aumento adicional ou recomposição diferenciada para a segurança, ao contrário do que a narrativa inicial sugeria.


Segurança pública: benefício restrito e sem impacto geral

O único ponto incluído no projeto voltado à segurança pública foi a ampliação do auxílio fardamento na Polícia Civil, que passa a contemplar também cargos como auxiliar, técnico assistente e analista.

Na prática, trata-se de uma medida:

  • restrita a uma única instituição (Polícia Civil);

  • sem alcance para Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e demais forças;

  • sem impacto direto no salário base da categoria.


Propostas de valorização foram rejeitadas

Durante a tramitação, foram apresentadas emendas que buscavam:

  • reajustes superiores ao índice geral;

  • recomposição das perdas inflacionárias;

  • tratamento diferenciado para a segurança pública.

No entanto, todas as propostas foram rejeitadas, prevalecendo o posicionamento do governo de conceder apenas o reajuste linear de 5,4%.


Discurso x realidade

Embora o acordo político tenha sido apresentado como avanço para diferentes categorias, a leitura do texto final evidencia que:

  • a segurança pública permanece sem valorização salarial específica;

  • não houve ganho real imediato para a categoria;

  • o único benefício inserido é pontual e limitado, sem alcance estrutural.


Tramitação

O projeto ainda depende de votação em segundo turno antes de seguir para sanção do governador, mas a tendência é de manutenção do texto atual, já consolidado por acordo entre governo e base parlamentar.


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